
Chico Lobo no show
O entrevistado do Fora da Cozinha desse mês, Chico Lobo, é um violeiro que nasceu em pleno carnaval na cidade de São João Del Rei. O terceiro de quatro filhos, Chico foi o único da família a assumir a música como modo de vida.
O músico ressalta que Minas é reconhecida como o grande celeiro dos violeiros e, como tal, “essa tradição que se forjou em tantos anos arraigada nas festas populares e religiosas, tem de ser preservada e passada às novas gerações, para que não fiquem privados desse conhecimento”.
Chico destaca que a gastronomia é essencial para que possamos reconhecer e aprender muito da cultura de um povo, de seu cotidiano, de seu modo de vida. “Penso que é uma grande viagem poder mergulhar na gastronomia para conhece um mundo de culturas. Ainda mais, num momento de globalização, que vem colocando tudo num grande liquidificador e acabando com as peculiaridades e diferenças que compõem cada cultura”, completa.
Ao lado de mais 5 violeiros, Chico acaba de lançar o cd VivaViola e já prepara outro para sua carreira solo, que marcará uma nova fase em sua vida profissional. O novo trabalho conta com parcerias de artistas como Zeca Baleiro, Chico César e Arnaldo Antunes. “É minha menina dos olhos, pois a viola dialoga com essa nova MPB e, por sua vez, eles se aproximam do universo da viola”.
Confira as preferências de Chico Lobo
Criança – Doce de coco com gema de ovo caipira, bem amarelinho.
Amigos – Uma boa carne, picanha ou contra filé, desde que feita na manteiga de garrafa.
Café da manhã – O que não falta na refeição matutina, não passo sem, é o pão de queijo. Quando viajo e sei que não tem no lugar de destino, tento levar congelado pra fazer lá. No meu camarim, antes de show, o pão de queijo também é fundamental.
Madrugada – No meio da noite, quando ataca a geladeira, gosto muito de frutas, principalmente a mixirica, pode ser pokan ou carioquinha, tem que estar fresquinha na geladeira.
Restaurante – Cantina do Ítalo de São João Del Rei, o seu Bife Rosini gosto desde criança. E o famoso galeto e maionese da Churrascaria do Ramon, também em São João Del Rei.
Dia-a-dia – Arroz, uma boa salada de alface, rúcula e manga e uma carne.
Só amarrado – Nunca me acostumei a comer jiló.
Tradição – Adoro experimentar qualquer culinária regional. Gosto muito de angu com carne de porco frita. Se tiver uma taioba então, nossa mãe!
Copo – Água. Angela Lopes, minha esposa, produtora e grande guerreira, diz que sou uma caixa d’água ambulante.
Sonho – Saborear as características de cada cultura já é um grande luxo. Tenho uma profissão que me permite viajar pelo Brasil e pelo mundo, o que agradeço sempre a Deus. Então, luxo é: estar em Minas e comer o melhor da culinária mineira; no nordeste experimentar camarão e a carne de bode; em Portugal o famoso porco preto e queijo de ovelha de Serpa; na Itália, belas pizzas, a piadina; no sul do país o cordeiro. E assim vai, sou afortunado de fazer o que gosto, tocar viola e falar de cultura e de sentimentos de bem-querer e ainda experimentar a gastronomia do mundo.
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