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Gourmet VirtualRevista EletrônicaPersonalidade › O violeiro Chico Lobo conta suas paixões na cozinha
28/05/2010 15h23 - Atualizado em 02/06/2010 09h56
O violeiro Chico Lobo conta suas paixões na cozinha

O violeiro Chico Lobo conta suas paixões na cozinha
Entrevista com o violeiro Chico Lobo

Chico Lobo no show

O entrevistado do Fora da Cozinha desse mês, Chico Lobo, é um violeiro que nasceu em pleno carnaval na cidade de São João Del Rei. O terceiro de quatro filhos, Chico foi o único da família a assumir a música como modo de vida.

O músico ressalta que Minas é reconhecida como o grande celeiro dos violeiros e, como tal, “essa tradição que se forjou em tantos anos arraigada nas festas populares e religiosas, tem de ser preservada e passada às novas gerações, para que não fiquem privados desse conhecimento”.

Chico destaca que a gastronomia é essencial para que possamos reconhecer e aprender muito da cultura de um povo, de seu cotidiano, de seu modo de vida. “Penso que é uma grande viagem poder mergulhar na gastronomia para conhece um mundo de culturas. Ainda mais, num momento de globalização, que vem colocando tudo num grande liquidificador e acabando com as peculiaridades e diferenças que compõem cada cultura”, completa.

Ao lado de mais 5 violeiros, Chico acaba de lançar o cd VivaViola e já prepara outro para sua carreira solo, que marcará uma nova fase em sua vida profissional. O novo trabalho conta com parcerias de artistas como Zeca Baleiro, Chico César e Arnaldo Antunes. “É minha menina dos olhos, pois a viola dialoga com essa nova MPB e, por sua vez, eles se aproximam do universo da viola”.

Confira as preferências de Chico Lobo

Criança – Doce de coco com gema de ovo caipira, bem amarelinho.

Amigos – Uma boa carne, picanha ou contra filé, desde que feita na manteiga de garrafa.

Café da manhã – O que não falta na refeição matutina, não passo sem, é o pão de queijo. Quando viajo e sei que não tem no lugar de destino, tento levar congelado pra fazer lá. No meu camarim, antes de show, o pão de queijo também é fundamental.

Madrugada – No meio da noite, quando ataca a geladeira, gosto muito de frutas, principalmente a mixirica, pode ser pokan ou carioquinha, tem que estar fresquinha na geladeira.

Restaurante – Cantina do Ítalo de São João Del Rei, o seu Bife Rosini gosto desde criança. E o famoso galeto e maionese da Churrascaria do Ramon, também em São João Del Rei.

Dia-a-dia – Arroz, uma boa salada de alface, rúcula e manga e uma carne.

Só amarrado – Nunca me acostumei a comer jiló.

Tradição – Adoro experimentar qualquer culinária regional. Gosto muito de angu com carne de porco frita. Se tiver uma taioba então, nossa mãe!

Copo – Água. Angela Lopes, minha esposa, produtora e grande guerreira, diz que sou uma caixa d’água ambulante.

Sonho – Saborear as características de cada cultura já é um grande luxo. Tenho uma profissão que me permite viajar pelo Brasil e pelo mundo, o que agradeço sempre a Deus. Então, luxo é: estar em Minas e comer o melhor da culinária mineira; no nordeste experimentar camarão e a carne de bode; em Portugal o famoso porco preto e queijo de ovelha de Serpa; na Itália, belas pizzas, a piadina; no sul do país o cordeiro. E assim vai, sou afortunado de fazer o que gosto, tocar viola e falar de cultura e de sentimentos de bem-querer e ainda experimentar a gastronomia do mundo.

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