Pães alemães – Uma cultura milenar

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Coluna de Rachel Fainblat Pádua

Pão alemão

O pão se tornou conhecido pelo povo de Israel através do contato com os egípcios. Depois disso, os cereais e o pão foram levados para a Europa pelos romanos, cuja política agrária fez com que os cereais rapidamente se tornassem conhecidos e fossem cultivados por toda a Europa.

De todos os países europeus por onde já viajei, a Alemanha é, definitivamente, o país onde a “cultura do pão” é mais celebrada. Não há uma família alemã que não coma pão todos os dias e cada uma delas têm seus prediletos. Os pães alemães podem ser divididos em quatro categorias: pão de centeio (ou mistura de centeio), pão de trigo (ou mistura de trigo), pão integral e pães especiais.

O pão de centeio é uma espécie mais encorpada e tem um sabor típico. Normalmente ele é feito com fermento, já o pão mistura de centeio, com o chamado “Sauerteig”, é produzido com uma mistura de fermento com lactobacilos, que deixa a massa com um sabor um pouco azedo. O pão mais apreciado dessa categoria é o “Landbrot”, que pode ser traduzido como pão do país ou pão da roça.

O pão de trigo é o favorito dos alemães e é feito com pelo menos 90% de farinha de trigo. A quantidade de farinha usada para definir a categoria do pão é como quase tudo na Alemanha, estritamente regulamentada. Peculiar é o fato de se o pão for fabricado com menos 90% de farinha de trigo, não pode ser denominado pão de trigo.
O sabor desses pães é bem mais suave que o dos pães de centeio e por isso são consumidos preferencialmente no café da manha. O mais admirado representante dos pães de trigo e o “Stuten”, que tem o formato de um pão de forma.

Há também a versão na qual se utiliza uma mistura com farinha de centeio, e neste caso o pão é chamado de pão de mistura de trigo. O “Kassler” é o mais consumido pão de mistura de trigo, que devido a mistura com a farinha de centeio, tem uma coloração marrom.
A categoria de pães mais saudáveis é a de pães integrais. Neste caso só poderão ser utilizadas farinhas integrais e grãos triturados na fabricação. O pão alemão mais conhecido no mundo é um representante desta categoria, o “Schwarzbrot”, traduzido pão preto.

Os pães especiais têm como base a massa dos pães de centeio ou de trigo e, além disso, são adicionados outros ingredientes à mistura, como aveia, farinha de milho e um cereal não muito conhecido no Brasil, o espelta (em alemão “Dinkel”). Além disso, são muito utilizados como ingredientes diferentes tipos de castanhas, nozes, amêndoas e passas. Várias sementes podem ser adicionadas a massa, como semente de girassol, de abobora ou linhaça.

Fonte imagens: www.willihats.de

Coluna de Rachel Fainblat Pádua