Cozinha moderna

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Coluna de Andréa Kalil

Andréa Kalil

Sempre fui adepta das artes marciais. Admiro a disciplina, a velocidade e criatividade superando a força entre outras coisas. Se houver uma tradução de kung Fu pode-se dizer tempo de habilidade. E nisto vejo um paralelo com a cozinha.

Cozinha também se pauta na prática, na repetição, no exercício. Curioso quando a gente vai à casa da avó. Aquele bife não tem igual e o pudim que ela faz? A mãe utiliza a mesma receita, mas o resultado ainda não é igual. A diferença está no tempo de prática, por isto o macarrão da “Nona” é sempre o mais gostoso.

Claro que estas regras valem para quem faz tudo com aquela pitada de amor.
O que move o cozinheiro é o entusiasmo. É ver o resultado na voracidade das pessoas, na alegria de se degustar um prato, nos gemidos e hummmms que saem junto com o perfume da comida.

Mas, e o fogão de indução?

Bom, nesse aí a vovó pode por tudo a perder. É que sem a panela adequada ele nem chega a funcionar. O fogão por indução eletromagnética não se aquece. Não há contato direto entre a fonte geradora de eletricidade e o objeto que está sendo aquecido. Uma bobina é excitada em uma freqüência específica gerando correntes induzidas em qualquer objeto de metal que seja colocado sobre ele. O interessante é que a superfície do fogão não se aquece, apenas a panela, tornando seu funcionamento muito mais seguro. Como não tem chama, também não suja o fundo da panela, não gera fumaça, aproveita melhor a energia tornando-se mais rápido e eliminando desperdícios.

Se a vovó usar uma panela de barro, de pedra, de alumínio sobre a indução ele nem chega a funcionar. É necessário que a panela seja de ferro ou aço. O melhor teste para saber se a panela é adequada é testar com um imã, se grudar funciona!

Portanto os cozinheiros de hoje tem que estar antenados com as novidades, tecnologias ou podem nem conseguir fazer funcionar um simples fogão!

Andréa Kalil – Gestora de e-commerce da Tool Box