Museus e cafés: dueto de sofisticação

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Por Marina Albano

Tradicionalmente servido após as refeições nos restaurantes, o café tem se tornado o item principal no cardápio das sofisticadas cafeterias que vem se multiplicando pelo país. Com isso, uma das bebidas mais consumidas no Brasil e no mundo vem ganhando o seu espaço nas artes e na gastronomia.

Museus e cafés: dueto de sofisticação

Inaugurado em 2000, o Café do Museu é anexo ao tradicional museu Abílio Barreto, antigo casarão da Fazenda do Leitão. No lugar, os visitantes podem conhecer acervos textuais, iconográficos e fotográficos acerca da origem e desenvolvimento de Belo Horizonte. O Café oferece almoço e jantar e conta uma variada carta de vinhos e cafés, buscando unir gastronomia e cultura. Segundo o sócio-proprietário Leonardo Moreira, a ideia foi criar um lugar pequeno, com um cardápio diferenciado, uma carta de vinhos de qualidade e drinks a base de café. “Esse estilo foi baseado nos Bistrôs que são comuns na França. Conquistamos uma clientela cativa e eclética, seguindo uma tendência mundial, que são os cafés gourmet”, destaca.

Outro lugar a ser visitado é o Museu de Arte da Pampulha (MAP), projetado por Oscar Niemeyer e originalmente construído para abrigar um cassino, faz parte do conjunto arquitetônico da Lagoa da Pampulha. De acordo com o diretor do MAP Sérgio Rodrigo, o espaço Café Niemeyer, que faz homenagem ao arquiteto, foi criado para oferecer conforto ao visitante e estimular a convivência. “O Café é um projeto antigo do museu. Dá um charme a mais, além disso, o café é uma bebida que faz parte da cultura do país” afirma.

As modernas cafeterias revolucionaram o hábito do cafezinho e estimularam o mercado, que ficou mais exigente. Aliando o ambiente da arte e a gastronomia, se tornou reduto de grandes encontros e momentos de prazer.