09.12.2010

Doce tradição


A culinária mineira é rica em todos os aspectos, do desjejum ao jantar. Mas uma característica merece destaque especial, aliás, um doce destaque. São os tradicionais doces mineiros, que estão presente não só nas sobremesas, mas sempre disponíveis na cozinha. Assim conta Dona Laurinda Amâncio, ao dizer que desde pequena foi acostumada com os diversos potes de compotas e doce de leite. “Na minha casa é assim até hoje, qualquer hora que uma visite chegar, tem um doce fresquinho para servirmos”.

Conversamos com a culinarista Rebecca Breder, que destaca como os principais doces mineiros o de leite, a ambrosia e os de frutas. “São muitos os tipos que encontramos pelo Estado, mas esses que falei são comuns em todas as casas e fazendas típicas de Minas”.
Sobre o doce de leite e a ambrosia, o historiador Augusto Camargo Prata, ressalta que tais práticas foram assimiladas na região por influência dos colonizadores europeus, que trouxeram para a cozinha mineira o uso dos ovos e do leite em doces. O historiador conta, ainda, que a ambrosia é considerada como o doce mais antigo do Estado, tendo uma receita datada de 1876.

Já os doces de frutas, seja cristaliza ou em calda, eram produzidos com objetivo de conservar a fruta por mais tempo. Doces de fruta são tradicionais, cheios de sabor e ainda tem a vantagem de serem menos calóricos.

Na época do Brasil Colônia, as senhoras cozinhavam apenas em ocasiões especiais ou para desenvolver receitas nobres. A cozinha do dia a dia ficava por conta das escravas, que não passavam perto das preparações de doces e quitutes. Assim, os doces de frutas se tornaram comum, não só para pelo método de conservação, mas porque as senhoras assumiram essas receitas, difundindo-as pela alta sociedade.

Atualmente, essas receitas estão ao alcance de todos e fazem sucesso em qualquer mesa. São doces que tem história em seu sabor e que revelam muito de nossa cultura, ainda mais, quando acompanhados pelo tradicional queijo minas.

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