28.02.2013

Cervejas especiais ganham espaço no mercado mineiro


Cervejas especiais ganham espaço no mercado mineiro

Por Marina Albano

A preferência pelo consumo de cervejas especiais vem aumentando no estado. A tradicional cerveja Pilsen, divide seu espaço com as geladas gringas, como alemãs, belgas e inglesas. Algumas loiras, outras escuras e até ruivas, elas entram em um mercado ainda restrito, mas de sucesso.

O termo cerveja especial não representa o estilo da cerveja, porém, trata-se de um produto diferenciado, sendo, principalmente, as importadas e artesanais. Em sua maioria, estas cervejas utilizam matérias primas de melhor qualidade, com nenhum ou poucos aditivos químicos.

Segundo o mestre cervejeiro Felipe Viegas, o mercado de cervejas especiais é crescente e único. “Atualmente as cervejas especiais fazem parte de um nicho em crescimento e com um padrão de qualidade altíssimo”, destaca.

O mestre cervejeiro ressalta, ainda, que o nível da bebida fabricada no estado não passa por intempérie de deslocamento e produção. “Temos um produto hoje que acompanha a qualidade das bebidas importadas, com padrão europeu”.

O Brasil se tornou um grande produtor dessas bebidas. Em Minas Gerais, Viegas afirma que as gôndolas dos bons supermercados contam com mais de 300 rótulos de várias marcas e tipos. “O mercado cervejeiro mineiro é primeiro em diversidade hoje e o segundo em volume, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul”.

Quanto à popularização das cervejas especiais, o mestre cervejeiro avisa que é quase impossível que elas se popularizem. “São usadas matérias primas de primeira, que as cervejas comerciais não tem. É como filé mignon, será sempre filé mignon”, compara.

Na hora da escolha, alguns tipos se destacam pela cor, sabor e teor alcoólico. As especiais do tipo Bock e Stout são escuras e harmonizam com as temperaturas baixas do inverno, por terem um sabor mais forte e encorpado. A loirinha do tipo Weiss, é mais densa porque é feita de trigo, tem alta fermentação e teor alcoólico médio. A do tipo Pale Ale (cerveja clara de alta fermentação), especialmente popular nos pubs ingleses e na Irlanda, também desembarcou no território mineiro e mostra que veio para ficar.

De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), no mercado de cerveja, o Brasil só perde em volume para a China (35 bilhões de litros/ano), Estados Unidos (23,6 bilhões de litros/ano) e Alemanha (10,7 bilhões de litros/ano). O consumo da bebida, em 2007, apresentou crescimento em relação ao ano anterior, totalizando 10,34 bilhões de litros.

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