Alimentação na terceira idade

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Por Marina Albano

Aos 65 anos entramos em uma etapa diferente da nossa vida: a terceira idade. Neste momento o corpo se transforma, cessa o crescimento e o desenvolvimento. As estruturas orgânicas se modificam e fatores genéticos, nutricionais e o estilo de vida do idoso se tornam importantíssimos para que se mantenham saudáveis e impeça doenças.

Alimentação na terceira idade

Segundo a nutricionista Aline Costa é muito importante ter uma alimentação diferenciada na terceira idade, pois nessa fase começam a ocorrer alterações fisiológicas. “Há diminuição no gosto dos alimentos, dificuldade de mastigação (muitas vezes por perda dos dentes e uso de próteses) e alterações no tempo de digestão dos alimentos”, destaca.

A aposentada Alice Rabelo acredita que o cuidado especial com a alimentação favorece a saúde e o bem estar. “Tenho prazer em comer. Por isso, me preocupo com o que como. Evito gordura, açúcares. Opto por uma comida vegetariana, natural, porém, sem perder sabor e paladar” enfatiza.

Outra preocupação é a obesidade ou a desnutrição que podem ser causadas pela diminuição das necessidades energéticas do idoso. De acordo com a nutricionista, isso acontece devido a uma diminuição nos exercícios físicos e de um gasto menor de energia. Uma alimentação inadequada pode ocasionar, ainda, hipertensão, diabetes, doenças do coração, constipação intestinal, entre outras.

Se o idoso tiver problemas de mastigação deve ingerir alimentos de consistência mais macia, em pedaços pequenos, cozidos para facilitar o consumo. Os vegetais de folhas geralmente são mais difíceis de serem mastigados, entretanto, são muito importantes para a saúde. A dica é cozinhá-los no vapor ou refogados.

De acordo com Aline, bebidas alcoólicas, o tabaco, alimentos gordurosos, frituras, doces, sal e condimentos em excesso devem ser evitados, por não agregarem nenhum benefício nutricional. Quanto ao uso dos suplementos nutricionais, a profissional afirma que só há necessidade se o idoso estiver seguindo uma dieta incorreta e uma alimentação diária inadequada. “Não provendo dos micronutrientes necessários à saúde, pode ser preciso uma suplementação nutricional individualizada, que deve ser feita por um médico ou nutricionista habilitado” finaliza a nutricionista.

Ao preparar as refeições, o Ministério da Saúde recomenda algumas medidas especiais que são necessárias para atender aos princípios de uma alimentação saudável.

• Atenção à quantidade adequada de água consumida, em virtude da reduzida sensibilidade à sede;

• Incentivar a higienização das mãos antes das refeições;

• Fracionar as refeições, ou seja, distribuir a alimentação diária em cinco ou seis refeições;

• Estimular o entrosamento social nos horários das refeições, a fim de proporcionar mais prazer com a alimentação e favorecer o apetite;

• Desestimular o uso de sal e açúcar à mesa, em virtude das mudanças naturais na intensidade de percepção do sabor;

• Atenção à mastigação adequada dos alimentos que ajuda a perceber melhor o sabor dos alimentos, evitando o exagero no uso dos temperos;

• Estar atento à temperatura de consumo dos alimentos. Temperaturas muito quentes ou muito frias devem ser evitadas porque pode haver mais sensibilidade térmica;

• Apresentar as refeições de forma atrativa à mesa.