
Café e restaurante do Espaço 104
Não sei tanto faz
A capital mineira acaba de ganhar um centro cultural com possibilidades diversas, como cinema, teatro, galeria de arte e, é claro, gastronomia. É o Espaço 104, um projeto do Instituto Antônio Mourão Guimarães, através do grupo BMG.
Inaugurado há três meses, o 104 merece destaque pelo seu café com ares de restaurante. O salão é amplo, com capacidade para duzentas pessoas e conta com uma decoração rústica, compondo a estrutura do local, que é tombada como patrimônio cultural.
Segundo a coordenadora do projeto Inês Rabelo, a gastronomia do lugar pode ser definida como Cozinha Urbana, pois adota vários estilos de culinária e está sempre aberta a novas tendências. “O objetivo é criar uma cozinha de comadre, onde tudo se mistura. Nossa busca é pelo prazer de sentar ao redor da mesa”.
No cardápio, você encontra de dobradinha a carpaccio. E o intrigante Não sei tanto faz, uma brincadeira com os clientes e um desafio para a cozinha, “você pede o prato sem idéia alguma do que lhe será servido, é uma surpresa”, conta Inês. Ela ressalta, ainda, que é o prato mais pedido na casa, pois desperta a curiosidade das pessoas.
Pensando nessa mística em torno da gastronomia, estão sendo desenvolvidos projetos ainda para este ano. Um deles é o Jantar Técnico-Sensorial, que irá mostrar ao público como funcionam técnicas de pratos específicos. Para isso, estará presente um químico, que explicará os processos. Inês esclarece que a idéia é despertar nas pessoas o sentimento de arte e consciência, ou seja, a arte de cada prato e a consciência da forma como ele foi concebido. Na programação também está um Fórum de gastronomia, que irá propor discussões sobre essa temática.
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