
Nascida em Belo Horizonte no dia 08 de março de 2007, a primeira Confraria Feminina de Cerveja do Brasil está completando cinco anos. Fruto de uma degustação especial realizada em homenagem às mulheres, a Confece veio provar que cerveja não é coisa de homem. Muito pelo contrário. As integrantes da confraria buscam resgatar o envolvimento feminino na história cervejeira, além de estimular o consumo responsável, dirigindo os encontros para a qualidade da bebida.
O grupo, formado por 10 mulheres de diferentes idades e profissões, visa promover a cultura cervejeira por meio da participação em eventos, da realização de análises e harmonizações especiais, da divulgação de notícias, entre outras ações. Para isso, realizam encontros mensais com temas previamente definidos, o que possibilitava um estudo aprofundado sobre a cultura, estilos, ingredientes e processos de produção da cerveja.
Para comemorar os cinco anos do grupo, a Confece irá realizar uma grande festa no dia 03 de março, na Casa Bernardi, a partir das 13h. O evento pode ser considerado um dos mais democráticos da capital mineira. Ao todo, são mais de 50 rótulos. Além de parceiros de peso como Ambev, Femsa, Nova Schin, Itaipava e Mart Plus, a confraria contará ainda com o apoio de cervejarias de pequeno e médio porte, de todo o país: Krug Bier, Backer, Wälls, Falke Bier, Colorado, Trovense, Dortmund, Göttlich Divina, Blondine, Celtic e OPA Bier, além de produtores artesanais da bebida.
Os distribuidores de bebidas também entram com rótulos nacionais e internacionais, como Weihenstephan e Diva (Gusto), Brooklyn (Brazil Ways), Brew Dog (Reduto da Cerveja), Einbecher e Paulistânia (Bier & Wein) e Sauber (Mamãe Bebidas).
Como em 2011, será realizada uma Mostra de Cerveja Artesanal, com oito cervejas de produção caseira: Lisboa, Ouropretana, Essebier, Karpens, Vinil, Independente, Conceição e Aurora – estas duas últimas, fabricadas pelas próprias meninas da Confece.
O menu da festa é todo composto por pratos das principais casas noturnas da capital, além de laticínios e padarias, como: Chiari (frios e embutidos), Laticínios D’Annita (queijos gorgonzola, gouda e tilsit), Pão Alemão HB (pães de centeio e pasta suína defumada), Rima dos Sabores (Turbacon), Celtic Irish Pub (Dublin Coddle), Haus München (Almôndegas suínas), Brothers Beer (Mandioa Brothers), Clube da Cerveja 201 (Canela de Leitão), Seu Romão (Moela com pescoço de peru ao molho), Agosto Butiquim (Pecado Original), Paladino (Combinado de moquequinhas), Xico da Kafua (Tropeiro), Piu Braziliano (Escondidinho de Língua) e Vilma Alimentos (Macarrão na chapa com legumes).
E não para por aí. As meninas da Confece ainda fecharam parceiras para oferecer uma variedade impar de brindes e sorteios. Para animar a festa, o Clube do LP comandará o som, juntamente com a banda Black Tofu (rock internacional anos 60 e 70). O evento, com all inclusive, tem ainda o apoio do Minério Mineiro e da Oásis Bebidas.
Produção caseira
Em julho de 2009, a Confece iniciou a produção de sua primeira cerveja, a Conceição (Concepção, em latim), elaborada e orientada pelo mestre cervejeiro Marco Falcone. A Conceição é uma bebida estilo Belgian Dark Strong Ale, que leva malte de trigo, aveia e coentro em sua receita. O nome forte faz referência a uma cerveja consistente e de grande personalidade, com 11% de álcool. Dar o nome de uma mulher à cerveja é também uma forma de homenagear as primeiras produtoras da bebida.
Mesmo sem ser comercializada (as cervejas da Confece são produzidas apenas para consumo próprio), a Conceição foi considerada, em 2012, como um dos mais belos rótulos brasileiros, pelo site Cervas Fortal. O design moderno e minimalista foi desenvolvido também pelo mestre Marco Falcone, que acompanha cada produção da cerveja.
Em 2011, já com equipamento próprio, a Confece buscou uma nova receita, que foi produzida em parceria com o mestre cervejeiro Pablo Carvalho. Por ser uma representante do estilo Belgian Strong Golden Ale, o nome não poderia ser outro senão o da deusa do alvorecer: Aurora.
Também de personalidade marcante, Aurora é uma cerveja dourada, com creme denso e persistente, levemente turva pela presença de levedura. É bastante frutada e cítrica, com notas de abacaxi e maracujá. O álcool é intenso e presente, mas bem equilibrado com o corpo. Boa presença de maltes, especialmente os belgas, tanto no aroma quanto do sabor, deixando um leve adocicado balanceado com o amargor do lúpulo.
A mulher na história da cerveja
O ato de produzir e beber cerveja é algo que surgiu dentro das cozinhas e com receitas repassadas de mãe para filha. Há milhares de anos antes de Cristo, as cervejas já eram fabricadas artesanalmente pelas mulheres como alimento para o consumo da própria família.
Os primeiros registros de fabricação de cerveja têm aproximadamente 10.000 anos e, durante muitos séculos, essa era uma profissão peculiarmente feminina. Enquanto os homens saíam para caçar ou guerrear, cabia às mulheres preparer as comidas e bebidas da família.
No final do século XVIII, a comercialização da cerveja chamou a atenção masculina e, com a Revolução Industrial, o modo de produção e distribuição passou por mudanças decisivas, estabelecendo-se fábricas cada vez maiores na Inglaterra, Alemanha e Império Austro-Húngaro.
Integrantes da Confece
- Ingrid Paulsen
- Eulene Hemétrio
- Juliana Pimenta
- Luisane Vieira
- Clarissa Mendes
- Graziela Sarreiro
- Watylla Vargas
- Ludmilla Fonttainha
- Lígia de Matos
- Licia Vieira
Blog da Confece: www.confece.blogspot.com
Twitter: @confece
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E-mail: confrariafemininadecerveja@gmail.com